Vitor, Law Student, Brasilia, Brazil

photo by Kevin Truong
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Vitor, in his own words: “Ser gay me fez ser uma pessoa melhor, me ajudou a olhar para o outro com mais carinho e tolerância. Levei um tempo para aceitar a minha orientação sexual, mas hoje me sinto bem, pleno e realizado. A parte difícil é lidar com a sociedade e o preconceito. O Brasil é um país bem machista e ainda precisamos convencer uma galera de que não somos diferentes de ninguém e que merecemos o mesmo respeito e direitos das outras pessoas.

Certamente o maior desafio que a vida me deu foi o de alcançar a minha independência financeira. Nem sempre pode-se contar com o apoio das outras pessoas quando se é gay e nesse sentido ser independente foi fundamental para mim.

Já não morava com meus pais quando me assumi, mas a reação foi surpreendente. Tive muito medo, mas sentia que precisava contar. Minha mãe me disse que eu não era o primeiro e não seria o ultimo e que o amor que ela sentia por mim não mudaria jamais. Isso foi muito importante para mim. Hoje não falamos sobre esse assunto, mas não preciso mais mentir ou inventar histórias e isso é muito bom.

Acho a comunidade gay bem dispersa em Brasília. Aqui todos se conhecem pelo menos de vista, mas ainda mantemos uma certa distância uns dos outros. O engajamento é pequeno e não há um movimento LGBT consolidado. Apenas uma vez por ano é que pode-se ver muitos gays reunidos, na parada gay.

Se eu pudesse mandar um recado para mim há 10 anos seria: ouça o seu coração e faça aquilo que é certo para você. Perdi muito tempo tentando me adaptar ao que os outros diziam que era certo e sofri bastante.”

In English:

“Being gay has made me a better person, helped me to look at others with more kindness and tolerance. It took me a while to accept my sexual orientation, but today I feel good, full and fulfilled. The hard part is dealing with society and prejudice. Brazil is a very macho country and we still need to convince a galley that we are no different from anyone else and that we deserve the same respect and rights of others.

Certainly the biggest challenge that life gave me was to achieve my financial independence. One can not always count on the support of others when one is gay and in that sense being independent was key for me.

(With regards to coming out) I no longer lived with my parents when I told them, but the reaction was surprising. I was too afraid, but felt the need to tell. My mother told me I was not the first and would not be the last and that the loved me and her feelings for me would not change ever. This was very important to me. Today we do not talk about this, but I don’t need to lie or make up stories and that’s very good.

I think the gay community well dispersed in Brasilia. Here everyone knows at least each other by sight, but still maintain a certain distance from one another. The engagement is small and there is a consolidated LGBT movement. Only once a year can you can see many assembled gays in a gay parade.

If I could send a message to myself 10 years ago it would be: listen to your heart and do what is right for you. I lost a lot of time trying to fit in to what others said it was right and suffered enough.”

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