Gustavo, Planning Supervisor, São Paulo

photo by Kevin Truong
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Gustavo, in his own Portuguese words: “Meu primeiro beijo foi em uma roda de amigos brincando de verdade ou desafio, ainda em Belém do Pará, onde cresci. Na brincadeira, você escolhe entre responder a uma pergunta sobre você ou aceita realizar um desafio proposto pelo grupo. Eu não era muito de falar sobre mim, então preferi ser desafiado. E meu desafio foi beijar uma menina.

Eu não pensava ser gay. Na infância, a maior parte das referências que temos a ser gay são estereotipadas. E nenhum deles se encaixava com o meu cotidiano de garoto nerd, apaixonado por ler, escrever, desenhar e jogar videogame. Ninguém ensina que ser gay não tem tanto a ver com como você age, mas sim com o que você sente.

Foi somente no primeiro ano de faculdade que eu desafiei a mim mesmo a beijar um menino. E comecei a aceitar o que antes eu não tinha muita certeza: sou gay.

Algum tempo depois me apaixonei por um amigo próximo, que se tornou meu primeiro namorado. Eu sempre achei tudo muito natural, não fosse o fato de que, por medo da reação da família dele, eu era apresentado como “o melhor amigo”.

Eu não concordava com aquilo. Não via motivos para mentir. E ao sair do armário para a minha mãe, recebi um conselho que revisito na minha memória até hoje:

“Você é quem você é. Partindo disso, não rotule os outros e não se permita rotular. A sociedade tende a classificar tudo e todos os separando em caixinhas, mas cabe a cada um de nós lembrar ao mundo que somos muito mais do que isso. Orgulhe-se de você”

Hoje vivo em São Paulo e escolhi viver o conselho da minha mãe, que replico aqui: tenha orgulho por ser gay. Tenha orgulho pelo tempo que decidiu dedicar aos estudos e ao trabalho. Tenha orgulho pelas pessoas que conheceu. E pelas pessoas que escolheu manter na minha vida. Tenha orgulho pelas escolhas que fez, pelas experiências que acumulou e pelos sonhos que alimenta. Tenha orgulho por tudo o que já viveu e que faz de você único no mundo.

Não é necessário provar nada para ninguém. Ter orgulho de ser gay faz parte de ter orgulho de quem você é por completo.”

in English:

“My first kiss happened in a circle of friends playing Truth or Dare, still in Belém of Pará where I was brought up. In this game, you choose between answering a question about yourself or accepting to do a dare proposed by the group. Since I wasn’t really the talk about me type, I preferred being challenged. And my dare was kissing a girl.

I didn’t think I was gay. In my childhood, most part of the gay references that we had were very stereotypic. And none of them really matched my nerdy, bookworm, in love with writing, drawing and playing video-games lifestyle.
Nobody teaches you that being gay doesn’t have much to do with how you act, but with how you feel.

It was only during my freshman year in college that I dared myself to kiss a boy.
And I started to accept what before I wasn’t so sure: I’m gay.

Sometime after, I fell in love with a close friend, who later became my boyfriend. I always thought everything was quite natural, despite the fact that, out of fear of his family’s reaction, I was introduced as “the best friend.”

I didn’t agree with that. I didn’t see a reason for lying. And after coming out of the closet to my mom, I got a piece of advice that I still revisit in my memory to this day:

“You are who you are. Starting from this, don’t label others and don’t let yourself be labeled. Society tends to classify everything and everyone by separating them into little boxes, but it’s up to each one of us to remind the world that we’re much more than that. Be proud of yourself”

Today, I live in São Paulo and I chose to live my mom’s advice, that I hereby share: be proud of being gay. Be proud of the time you decided to dedicate to study and work. Be proud of the people you met. And the people you chose to keep in your life. Be proud of the choices you made, of the experiences you collected and the dreams you nourish. Be proud of everything you’ve lived and everything that makes you the only one in the world.

It’s not necessary to prove anything to anyone. Being proud of being gay is part of being proud of who you are through and through.”

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